Dinah Washington não cantava… ela declarava. Cada frase vinha com a precisão de quem sabia exatamente onde apertar o coração do ouvinte
Ganhou o apelido de Queen of the Blues, mas essa coroa nunca limitou seu alcance. Ela transitava entre estilos como quem muda de iluminação no palco, sempre elegante, sempre no controle. Sua voz tinha um corte limpo, quase conversado, mas carregado de emoção na medida certa, sem exagero, sem drama sobrando. Era classe pura.
Gravado em 1959 em Nova York, What A Diff'rence A Day Makes! marca um momento de transição importante na carreira de Dinah Washington.
A produção traz arranjos orquestrais assinados por Belford Hendricks, que conduzem o disco por uma sonoridade mais polida e acessível, aproximando o jazz tradicional de uma estética pop elegante, muito característica do final dos anos 50.
A faixa-título virou um clássico instantâneo, rendendo a ela um Grammy e eternizando sua interpretação como definitiva.
É um álbum que representa bem a convergência entre jazz, pop tradicional e música orquestral, consolidando Dinah Washington como uma das grandes intérpretes do século XX.